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A observação da fauna e flora, surge como uma das
vertentes do ecoturismo, designação utilizada para as
actividades de animação turística em contacto com a
natureza. Nesta forma de turismo não basta observar a
natureza, é importante reter um conhecimento daquilo que
se observa. O alerta para a conservação da natureza e a
sua interpretação ambiental, são componentes essenciais
nestas actividades.
No entanto, há que respeitar os habitantes visitados,
mantê-los, e causar o menor incómodo possível. Lembre-se
de que os animais são sensíveis à perturbação, nada se
deverá fazer para que os assuste ou altere o seu modo de
vida. Estas actividades devem sempre obedecer a códigos de
conduta, regras e regulamentos que disciplinem as visitas
e a utilização dos espaços. Existe também a organização de
passeios para a observação de aves e da flora, variando as
espécies ao longo das épocas do ano.
Sem pressas
O pedestrianismo, ou caminhada, é tão antigo como o
próprio homem. Os passeios pedestres situam-se entre o
desporto e o turismo. A sua prática resume-se num caminho
a percorrer, desfrutando-se de toda a natureza que o
rodeia, ora descansando, ora tirando fotografias num
contacto mais íntimo com o mundo animal e vegetal, sem
pressas de chegar ao fim. As caminhadas não exigem
aprendizagem nem técnicas especiais, podendo ser
praticadas por pessoas de todas as idades. Como as
palavras "pressa" ou "competitividade" não fazem parte do
seu vocabulário, torna-se uma actividade física moderada e
relaxante.
O que levar
O equipamento necessário consiste num bom calçado, no tipo
de vestuário e numa pequena mochila. Não esquecer de que o
elemento básico do caminheiro são os seus pés, e a eles
deve dar-se toda a atenção: dever-se-á escolher um tipo de
calçado adequado ao percurso que se irá fazer. Calçado de
sola fina é de evitar, devido às irregularidades do
terreno. O mais indicado são as botas de caminhada, de
sola mais rígida e de cano mais alto, a ponto de proteger
os tornozelos de uma eventual entorse. O tamanho deverá
ser ligeiramente maior do que o nosso, já que ao longo do
percurso os pés vão inchando, além de ser recomendável o
uso de meias grossas de algodão ou lã (nunca fibras). É
também de aconselhar o uso de calças folgadas e leves,
afim de facilitar o movimento das pernas e protegê-las de
ramos ou arbustos rasteiros. Não esquecer o uso de uma
mochila leve, de 30 a 50 litros de capacidade, para o
transporte de alguma roupa suplementar, água e produtos
alimentares, e também dos mapas e dos roteiros ou
topoguias.
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